A família ocupa um lugar muito importante na cura de um doente, pois uma família bem organizada, é capaz de encarar com competência e serenidade os seus problemas, evitando o aparecimento de certas dificuldades, bem como manter um certa reciprocidade entre os seus elementos. Podemos então afirmar que a família representa uma acção muito activa na prevenção e reabilitação do indivíduo doente, e é por vezes o melhor meio para que o profissional de saúde chegue mais perto do utente, e que o compreenda melhor.
Porém a disposição da família com o núcleo relacional, por vezes está deficiente, daí a ineficácia do papel. Esta ineficácia está sobretudo ligada com a falta de organização familiar, com a redução do número de membros da família e com a falta de tempo para as relações afectivas, devido ao tempo gasto em trabalhar, levando muitas vezes ao divórcio.
O conceito de qualidade de vida, é um conceito muito complexo, composto por diversos e diferentes dimensões. Quando falamos de qualidade de vida em doentes crónicos, estamos a falar do seu nível de status funcional, em que medida se adapta à presença de sintomas dolorosos ou incapacitantes quando os há, qual o seu nível de adaptação psicológica e qual o seu nível de adaptação social e laboral, tudo isto avaliado globalmente pelo doente.
Para que o doente se adapte à nova situação é necessário conseguir-se um melhor funcionamento físico, psicológico e social, o que conduz a uma melhoria da qualidade de vida. Assim é da responsabilidade do enfermeiro compreender o utente nesta nova etapa de vida, dar-lhe atenção fornecer-lhe o máximo de respostas possíveis às suas necessidades. É ainda da responsabilidade da equipa de enfermagem fornecer ao doente todas as opções a que ele tem direito para escolher, tendo sempre presente o consentimento informado do doente