abril 27, 2004

sexualidade

Pode dizer-se que hoje se fala mais de sexualidade do que ontem. E será verdade. Mas talvez se possa dizer, com mais realismo, que se fala mais de sexo e menos de sexualidade, abundantes que são as fontes excessivamente tecnicistas ou higienistas, ousando separar o facto de sermos sexuados de todo o nosso ser, isto é, “vender” sexo sem afectos! O diálogo, porém parece escassear. Ora porque os tabus ainda se mantêm, ora porque os estereótipos são fortes e absorventes, ora porque a comunicação não é fácil, dado que os códigos de linguagem não estão sincronizados e os preconceitos e o moralismo impedem o maior hino à amizade: “tu podes ser o que és diante de mim”.

Às vezes sentimo-nos “entalados” entre dois tipos de discurso, igualmente excessivos e desequilibrados: de um lado os “pseudoprogressistas” que, directa ou indirectamente, acabam por fazer passar um “vale tudo”, que não ajuda, (uma amoralidade dispersiva, não construtiva do indivíduo e da sociedade); do outro lado, pessoas ou instituições que consubstanciam eticamente as suas posições e têm valores coerentes mas que comunicam de forma catastrófica, com estilo moralista e com palavras que “passam ao lado” de quem precisa e as deseja ouvir. O nosso objectivo é falar desses mesmos valores com uma linguagem clara e compreensível, partindo dos sentimentos das pessoas e expondo as nossas próprias fraquezas e sensações, evitando a argumentação paternalista, medrosa ou fugidia.

Jacinta Paiva – João Paiva

Publicado por il matto em 04:21 PM | Comentários (2) | TrackBack

abril 24, 2004

sexualidade e psicossomática

Nas Manifestações humanas mais intensas... na dor da morte de alguém por exemplo, sempre nos interrogamos se a dor será física ou mental. Ninguém verdadeiramente sabe: parece mental, mas o corpo sofre inteiramente. No prazer mais intenso... no orgasmo verdadeiro, igualmente nos interrogamos se o prazer será físico ou mental. Ninguém verdadeiramente sabe: parece físico, mas a alma festeja inteiramente.

Num e noutro caso será sempre um todo, um vice-versa, uma identidade. E não saberemos exactamente responder porque tudo o que nos acontece se passa nesse mesmo registo: no registo da impossível separação entre corpo e espírito. O ser humano está psicossomaticamente organizado à partida, absolutamente condicionado por isso, em todos os terrenos do viver e do sentir.

“Identidade” será um sentimento intrincado nessa organização, nessa rede de todas as componentes que a cultura costuma separar. Será uma “identidade corporal”, que se desenrola num corpo sexuado, onde cada facto é um “Facto Psicossomático”, sustentado numa “Psicossomática Estrutural”.

Jaime Milheiro

Publicado por il matto em 01:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 23, 2004

Direitos e Deveres do doente

Direitos do doente

1. O doente tem o direito a ser tratado no respeito e na dignidade humana.

2.O doente tem direito ao respeito pelas suas convicções religiosas, filosóficas e políticas.

3.O doente tem direito a receber cuidados de saúde apropriados ao seu estado de saúde, no âmbito dos cuidados preventivos, curativos, de reabilitação e terminais.

4.O doente tem direito à prestação de cuidados continuados.

5.O doente tem direito a ser informado acerca dos serviços de saúde existentes, suas competências e níveis de cuidados.

6.O doente tem direito a ser informado sobre a sua situação de saúde.

7.O doente tem o direito de obter uma segunda opinião sobre a sua situação de saúde.

8.O doente tem direito a dar ou recusar o seu consentimento, antes de qualquer acto médico ou participação em investigação ou ensaio clínico

9.O doente tem direito à confidencialidade de toda a informação clínica e elementos identificativos que lhe respeitam.

10.O doente tem direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico.

11.O doente tem direito à privacidade na prestação de todo e qualquer acto médico.

12.O doente tem direito, por si ou por quem o represente, a acrescentar sugestões ou reclamações.

Deveres do doente

1.O doente tem o dever de zelar pelo seu estado de saúde.

2.O doente tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações necessárias.

3.O doente tem o dever de respeitar os direitos dos outros doentes.

4.O doente tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde.

5.O doente tem o dever de respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde.

6.O doente tem o dever de utilizar bem os serviços de saúde e de evitar gastos desnecessários.

Publicado por il matto em 03:45 PM | Comentários (1) | TrackBack

abril 22, 2004

o que alguém disse

"O cancro é hoje em dia uma das doenças crónicas mais curáveis."

Vicent J. R. De Vita

Publicado por il matto em 10:26 AM | Comentários (2) | TrackBack

abril 15, 2004

postais do tempo da maria caxuxa

Publicado por il matto em 05:11 PM | Comentários (1) | TrackBack

abril 13, 2004

Qual a importância da família na cura de um doente?

A família ocupa um lugar muito importante na cura de um doente, pois uma família bem organizada, é capaz de encarar com competência e serenidade os seus problemas, evitando o aparecimento de certas dificuldades, bem como manter um certa reciprocidade entre os seus elementos. Podemos então afirmar que a família representa uma acção muito activa na prevenção e reabilitação do indivíduo doente, e é por vezes o melhor meio para que o profissional de saúde chegue mais perto do utente, e que o compreenda melhor.

Porém a disposição da família com o núcleo relacional, por vezes está deficiente, daí a ineficácia do papel. Esta ineficácia está sobretudo ligada com a falta de organização familiar, com a redução do número de membros da família e com a falta de tempo para as relações afectivas, devido ao tempo gasto em trabalhar, levando muitas vezes ao divórcio.

Publicado por il matto em 11:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 11, 2004

de regresso

após umas férias...
o enfermaticando está de regresso...
por enquanto a todos os que por cá passam... o meu obrigado pela visita...
Boa Páscoa... cheia de OVINHOS DE CHOCOLATE!!!
eheheh

Publicado por il matto em 03:37 AM | Comentários (1) | TrackBack

abril 01, 2004

Qual a responsabilidade do Enfermeiro na qualidade de vida do doente crónico?

O conceito de qualidade de vida, é um conceito muito complexo, composto por diversos e diferentes dimensões. Quando falamos de qualidade de vida em doentes crónicos, estamos a falar do seu nível de status funcional, em que medida se adapta à presença de sintomas dolorosos ou incapacitantes quando os há, qual o seu nível de adaptação psicológica e qual o seu nível de adaptação social e laboral, tudo isto avaliado globalmente pelo doente.

Para que o doente se adapte à nova situação é necessário conseguir-se um melhor funcionamento físico, psicológico e social, o que conduz a uma melhoria da qualidade de vida. Assim é da responsabilidade do enfermeiro compreender o utente nesta nova etapa de vida, dar-lhe atenção fornecer-lhe o máximo de respostas possíveis às suas necessidades. É ainda da responsabilidade da equipa de enfermagem fornecer ao doente todas as opções a que ele tem direito para escolher, tendo sempre presente o consentimento informado do doente

Publicado por il matto em 09:56 PM | Comentários (1) | TrackBack